Depoimento

Charles Julião

Antes de começar essa mentoria eu era uma pessoa cheia de certezas. Era uma pessoa que acreditava muito naquela narrativa que eu contava pra mim mesmo. Que eu já estava no caminho, que eu já estava entendendo como caminhar e que eu estava na direção certa.

Eu acreditava, apesar de eu ter uma… vamos dizer assim “uma pouca idade” e não está com meus cabelos brancos ─ consciente que ainda tenho muito pra ver na vida ─ mas! Eu acreditava que já tinha uma visão, um entendimento, de certa forma, do todo. E acreditava que tinha alcançado “O Mapa”. Que eu tinha um mapa na mente, e que esse mapa estava totalmente correto.

Achava que já sabia como lidar com as pessoas, a melhor forma de ser um profissional… Depois, (durante o PDM) eu percebi que ainda haviam muitos detalhes, muita coisa para preencher esse mapa. Pra poder seguir o caminho correto; seguir o melhor caminho.

Acontece um processo de transformação incrível. Na vida a gente passa por ciclos, onde vamos nos reencontrando na conclusão de cada ciclo; e quando você volta daquela experiência; quando você retorna dessa “aventura”, reflete o que que aprendeu, o que foi interessante e o que foi ruim; então, se afasta daquilo que considera ruim e absorve aquilo que viu que é bom; que faz sentido. E aqui (no PDM) foi um processo muito, muito cirúrgico! Um processo muito rico; que me fez perceber muitas coisas; na visão profissional e na visão de relacionamentos.

Um dos exemplos que eu vi aqui, e me marcou muito, foi quando uma das pessoas comentou sobre o fato de que alguém procurou ajuda dela, e ela disse: “vamos marcar; a gente pode marcar um local para conversar com calma.” (no contexto, haviam mais pessoas no ambiente), então a Amanda perguntou: “tinha uma árvore ali por perto de onde vocês estavam?”, ela respondeu: “Tinha.”, e a Amanda continua: “não bastava essa árvore para você sentar ali e resolver, conversar?” então ela respondeu: “é… realmente daria para conversar debaixo de uma árvore”. Então, o que percebi foi que, muitas vezes a gente constrói limitações que na verdade não existem. ─ percebi que posso ser um palestrante, mesmo sem estar em um palco; me basta ter ouvintes para entregar minha mensagem.

Às vezes a gente não tá enxergando soluções que poderiam melhorar o relacionamento dentro de casa com as pessoas que a gente ama. “Não consigo… porque eu não tenho tempo”; “eu não sei”; “não dá”; “não posso”. Na verdade dá! Só que a gente tem que organizar, tem que lapidar tudo isso, e acho que essa foi a principal coisa que me transformou.

Se você é uma pessoa que, como eu, acreditava que está certo de tudo, esse é um engano absurdo! É um engano gigantesco. Ainda temos muito pra se aprender sobre Si próprio, pra melhorar… e sobre o mundo ao redor.

Foi uma transformação que também me fez me conectar com minha essência. Me trouxe mais segurança, mais confiança, mais ânimo pela vida! Uma visão com maior brilho da vida. Porque agora eu não estou em dúvida de onde vou, como vou fazer, e sei como aproveitar melhor quem sou e os lugares onde estou… com as pessoas que estou.

Então quero agradecer a Amanda; falar que foi uma transformação incrível e eu acredito muito que é algo que todo mundo precisa passar.